qui. dez 1st, 2022

Marido é condenado a 30 anos de prisão por matar mulher, após ela se recusar a pegar cerveja em MT

Renata Oscar de Castro, de 28 anos foi, assassinada em março deste ano em Querência (MT). Petronio Aziano esfaqueou outras três pessoas que tentaram intervir na briga.

O marido de Renata Oscar de Castro, de 28 anos, assassinada em março deste ano, após se recusar a pegar uma cerveja, foi condenado a 30 anos e oitos meses de prisão pelo feminicídio e tentativa de homicídio de outras três pessoas. O crime aconteceu em um bar, em Querência, a 912 km de Cuiabá.

Na época, além da mulher, outras três pessoas foram esfaqueadas por Petronio Aziano da Silva, que fugiu após o crime. De acordo com a ação, o casal começou a discutir no bar em que Renata trabalhava.

Segundo a denúncia do MPE, enciumado com o fato de a vítima trabalhar até tarde da noite, servindo bebida para outras pessoas, Petrônio passou a implicar com Renata. Então, no dia do ocorrido, ele pediu uma bebida, momento em que ela disse para aguardar, pois atenderia primeiro os clientes e pediu que Petrônio fosse mais educado.

Diante dessa resposta, o marido se exaltou e disse ‘Espera aí, sua vagabunda!’, foi até a cozinha, pegou uma faca, retornou, agarrou a vítima pelo pescoço e passou a esfaqueá-la.

As outras vítimas, Joice Caroline Silva de Oliveira e Antônio Carlos Ribeiro Barros, tentaram intervir e também foram golpeadas.

Condenação

A prisão será em regime inicialmente fechado pelo homicídio qualificado de Renata e pelas tentativas de homicídio das outras vítimas. O Conselho de Sentença acolheu a tese e os pedidos do Ministério Público Estadual (MPE).

No julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio de Renata foi praticado por motivo torpe, meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima por razão da condição do sexo feminino. Os outros crimes foram praticados visando assegurar a execução do primeiro.

“Restou esclarecido que o crime de homicídio foi praticado por razão da condição do sexo feminino (violência doméstica e familiar), em virtude da relação existente entre o denunciado e a vítima, bem como por motivo torpe, visto que o denunciado detinha sentimento de posse em relação a ela, retirando o seu livre arbítrio, meio cruel, tendo em vista que houve sofrimento desmedido da vítima que foi golpeada diversas vezes, mesmo após caída e sem possibilidade de reação, ainda, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, haja vista a compleição física dele e o fato de estar armado”, narrou o MPE.

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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