seg. nov 28th, 2022

Cai participação de mulheres negras no mercado de trabalho em relação ao período pré-pandemia

E elas têm salários menores do que as não negras e os homens. No primeiro trimestre deste ano, das 48,8 milhões de mulheres negras em idade para trabalhar, apenas metade estava inserida no mercado de trabalho, mostra pesquisa da FGV.

No mercado de trabalho, só metade das mulheres negras consegue uma vaga e, mesmo assim, com salários baixos e em condições ruins. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25), Dia Nacional da Mulher Negra.

Comunicativa e atenta aos detalhes para não perder nenhum cliente, aos 19 anos, Júlia Vitória do Nascimento, é vendedora em uma loja de produtos para cabelo no Mercadão de Madureira, Zona Norte do Rio. Ela foi contratada há quatro meses.

Entre janeiro e março deste ano, das quase 49 milhões de mulheres negras em idade para trabalhar, apenas metade estava inserida no mercado de trabalho (51,2%). Entre os homens brancos e amarelos, eram 72,2%. A pesquisa é da FGV e usou como base dados do IBGE.

Se as vagas com carteira assinada geralmente não são delas, o que sobra é a informalidade. Para conseguir sobreviver, muitas mulheres negras se viram como conseguem: são vendedoras ambulantes, por exemplo. O estudo mostra que 43% das mulheres pretas e pardas ocupam postos de trabalho informais, uma taxa superior à média nacional. E com esse tipo de trabalho, elas acabam ganhando menos.

Segundo a pesquisa, as mulheres pretas e pardas ganham, em média, menos da metade que os homens brancos, e o equivalente a 60% do rendimento médio das outras mulheres.

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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