qui. dez 1st, 2022

Agente penitenciário morto a tiros por vereador levou três minutos após sair de carro e ser baleado, diz inquérito

A conclusão ainda apontou que a vítima foi impossibilitada de reagir ao ser atingida pelas costas pelo vereador.

O agente penitenciário Alexandre Myagawa de Barros, de 41 anos, morto a tiros nas costas pelo vereador Marcos Paccola (Republicanos), levou três minutos para ser baleado após sair do carro, em Cuiabá. É o que mostra o inquérito policial divulgado nessa sexta-feira (22) pela Polícia Civil.

A investigação aponta para o indiciamento do vereador pelo crime de homicídio qualificado por ter impossibilitado a defesa da vítima, uma vez que ele foi atingido nas costas por três tiros.

Segundo a cronologia do crime traçada pela polícia, Alexandre sai do carro pelo lado do caroneiro, às 19h12. Poucos minutos depois, às 19h16, o vereador é visto fazendo os disparos contra ele, que cai na rua e morre no local.

O homicídio ocorreu no dia 1º de julho, no Bairro Quilombo. No inquérito, a namorada da vítima, Janaína Sá, entra na contramão e quase bate de frente com um motociclista às 19h12, momento em que o casal para o carro e desce para que ela fosse até o banheiro de uma distribuidora de bebidas.

“É possível observar o exato momento em que um veículo de cor branca entra na contramão de frente com o motociclista, que muda de direção bruscamente se espremendo entre os carros estacionados para não ser atropelado”, diz o laudo

O indiciamento

O procedimento foi protocolado no Tribunal de Justiça do estado (TJ-MT) nessa quarta-feira (20), e foi encaminhado ao Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).

O laudo da perícia apontou que a vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo pelas costas. De acordo com a perícia, um dos tiros não provocou ferimentos graves. Os outros dois, porém, causaram lesões nos pulmões, diafragma, fígado, átrio e pericárdio, e levaram à perda de muito sangue.

“Após análise das provas testemunhais e fatos registrados pelas câmeras de segurança, foi possível verificar alguns elementos importantes para elucidação do ocorrido, como o fato da  vítima não ter esboçado qualquer reação e a namorada da vítima em nenhum momento ter pedido ajuda a terceiros”, diz trecho do documento.

Os peritos concluíram que a morte do agente foi por “choque hipovolêmico hemorrágico, secundário a trauma torácico por projéteis de arma de fogo”. 

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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