dom. jan 23rd, 2022

Prefeitura de Cuiabá diz que vacinas não têm contraindicações e reafirma necessidade de passaporte da vacina

Sem passaporte da vacina, cuiabanos precisam apresentar teste PCR, feito há no máximo 48h.

Passaporte da vacina começou a ser exigida em Cuiabá — Foto: Gustavo Duarte/Secom-CBA

Passaporte da vacina começou a ser exigida em Cuiabá — Foto: Gustavo Duarte/Secom-CBA

Diante da manifestação de pessoas manifestando a insatisfação com a exigência do passaporte da vacina, a Prefeitura de Cuiabá disse que a pretende diminuir o risco de contágio com a nova exigência. Segundo o município, não há contraindicação geral para o uso dos imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O decreto publicado pela Prefeitura de Cuiabá, que proíbe o acesso e permanência de pessoas não imunizadas, em hospitais e unidades de saúde, públicas e privadas, tem gerado repercussão. O documento não cita os casos de urgência e emergência, e nem aquelas situações em que a pessoa não tenha tomado a vacina, por recomendação médica.

A prefeitura afirma que a única contraindicação apresentada pelo Ministério da Saúde foi quanto ao uso do imunizante da AstraZeneca em mulheres grávidas. Segundo o município, nestas mulheres estão sendo aplicados imunizantes da Pfizer. Ainda que a mulher tenha tomado a primeira dose de AstraZeneca a segunda dose para completar o esquema vacinal precisa ser da Pfizer.

“O intuito da exigência do passaporte é diminuir o risco de contágio. Quem está apenas com a primeira dose ainda não está com o esquema completo. Portanto, precisa aguardar a segunda dose para frequentar os locais que exijam o cartão de vacinação, ou devem apresentar um exame PCR negativo feito há no máximo 48h”, disse a prefeitura sobre a exigência.

A gestante Larissa Kyara, que está no nono mês, disse que foi orientada pelo médico a não tomar a segunda dose, por enquanto, ela deve tomar a vacina apenas quando o bebê nascer, por conta de um tratamento que ela precisou fazer durante a gravidez.

Já Manaíra Carvalho Silva diz que não está vacinada e disse que não pode fazer um exame nesta segunda-feira (6). Ela conta que a clinica entrou em contato com ela e informou que Manaíra só poderia acessar a clínica mediante apresentação do passaporte da vacina. Ela conta que ficou sem fazer o exame e usou as redes sociais para expor o drama.

Ela conta que já teve a Covid-19, estava tentando engravidar e foi orientada pelo obstetra a não tomar a vacina.

Passaporte da vacina

O decreto, publicado no início do mês, proíbe também o ingresso de pessoas não imunizadas em órgãos públicos municipais. O mesmo documento determina a obrigatoriedade de apresentar comprovante de imunização ou apresentação de teste PCR, realizado no período de 48 horas, para acessar estádios e ginásios esportivos, cinemas, teatros, museus, salões de jogos, casas de shows e apresentações artísticas em geral.

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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