qua. jun 16th, 2021

Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP

Delação de advogado aprovada na PGR aponta que o juiz teria até influenciado uma eleição política. Entre as provas, está um áudio com a voz do magistrado

Em delação assinada com a Procuradoria-Geral da República, Marcelo Bretas, juiz responsável pelos processos da Lava Jato no Rio de Janeiro, é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o Ministério Público.

O advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho é o responsável pela acusação.

Segundo ele, Bretas não é imparcial e se comporta como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo.

À margem da lei, o juiz da Lava Jato no Rio negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições, de acordo com Nythalmar.

Entre as provas, ele apresenta um áudio com o juiz e com o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da força-tarefa no Rio.

Em ligação de 2017, os três discutem uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish a confessar seus supostos crimes:

Transcrição de diálogo entre Bretas e Nythalmar. Foto: Veja

Segundo Nythalmar, o diálogo “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação” e também que “o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”

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Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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