qua. dez 1st, 2021

Sema e agentes fiscalizam rio Aripuanã para descobrir causa da morte de peixes

Na tarde desta quarta-feira, 26 de maio os fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, Policiais Militares do Batalhão Ambiental de Cuiabá e Peritos, com apoio da Secretaria Municipal de meio Ambiente de Aripuanã (Sematic), percorrem, o Rio Aripuanã para identificar o que pode estar causando a morte dos peixes no município.

De a acordo com superintendente de licenciamento da Sema Valmir Lima, eles vieram para Aripuanã, após receberem uma denúncia de uma enorme quantidade de peixes mortos no Rio Aripuanã e por determinação da secretária estadual de Meio Ambiente Mauren Lazzaretti, foi deslocado uma equipe técnica para fazer uma avaliação dessa mortalidade de peixes.

“No primeiro contato, já encontramos uma enorme quantidade de peixes mortos, grandes como o cachara de aproximadamente 12 quilos e peixes pequenos de várias espécies, por um bom trecho do rio, até próximo ao porto, perto da hidrelétrica. A primeira conclusão que a gente chega é que não há relação com o garimpo com a morte de peixes, porque os garimpos então a jusante do inicio da localização dos peixes mortos e pelo aspecto geográfico a gente já tira de imediato que os garimpeiros ou uma atividade garimpeira seja relacionadas a essa mortalidade”, disse  Valmir Lima

Ainda de acordo com o superintendente Lima, novas amostras serão feitas na manhã desta quinta-feira (27), devido um lapso de tempo entre o momento da coleta e a entrada no laboratório, para garantir e preservar a amostra que será levada para Cuiabá de avião. “O fato da gente não ter encontrado um ponto que houvesse uma correlação de peixes nos preocupa bastante, porque fizemos passeios de barco e passeios a pé, por cerca de 3 km as margens esquerda do Rio e não conseguimos localizar nenhum ponto que correlacionasse com alguma ação antrópica existente”.

“A gente em um determinado ponto, percebemos lançamento de combustível no Rio Aripuanã, talvez gasolina, provavelmente pelo odor característico e será um dos pontos que vamos coletar amostra de água, mas pela quantidade de peixes, estamos estimando em torno de 1200 ou 1500 quilos de peixes mortos, pelas informações que a gente coletou de moradores que foram ouvidos. A gente estima isso e que também esse derramamento de combustível não seria o suficiente, principalmente por você esta abastecendo um barco e derrubasse 10 litros de gasolina na água, para provocar uma mortalidade tão intensa. Então deve ter outra correlação que a gente não conseguiu identificar”, Explica Valmir.

O superintendente Valmir Lima informou ainda que estão tomando as medidas necessárias para responsabilização e mitigação sobre o fato gerado. “Já constatamos isso, e estamos fazendo os levantamentos necessários para entender essa situação. Os peixes foram retirados do rio, estão sendo quantificados, assim como serão periciados para que seja identificada a(s) causa(s) da morte. Vamos conferir e checar todas as causas. Assim que retornar dessa fiscalização para capital, vamos dar nosso parecer do que pode estar ocorrendo em Aripuanã”, concluiu.

Fonte: Top News

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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