CRM-MT divulga carta aberta pedindo ajuda da sociedade para combater o avanço da pandemia de coronavírus

Conforme o documento, o processo da Covid-19 é constituído das seguintes etapas: disseminação comunitária, aceleramento, pico e desaceleração.

Conselho Regional de Medicina — Foto: CRM-MT

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT)divulgou neste domingo (28) uma carta aberta pedindo a colaboração da sociedade no combate à pandemia de coronavírus.

Conforme o documento, o processo da Covid-19 é constituído das seguintes etapas: disseminação comunitária, aceleramento, pico e desaceleração.

Diante deste cenário de pandemia, o CRM alerta que ainda não ha um tratamento específico para a doença. Sobre as medicações que estão sendo trazidas, dentre elas a Ivermectina e a Hidroxicloroquina, ambas dependem de maiores estudos científicos para uma recomendação mais robusta, necessitando a prescrição médica esclarecida e com consentimento do paciente.

Ainda segundo o CRM, não há vacinas, sendo as medidas de suporte clínico, ventilatório e de cuidados intensivos, quando necessários, os principais instrumentos para o tratamento.

Dentre as estratégias de combate à Covid-19 está a necessidade de leitos para internação hospitalar e em unidades de UTI, e toda a logística que envolve estes locais. Porém, há uma crescente ocupação de leitos hospitalares e retaguarda de UTI, desfalque de equipes, falta de insumos, e a grande velocidade de consumo é preocupante.

“Portanto, reforçamos a necessidade de a sociedade ser parte integrante deste processo. Ela não é dissociada da responsabilidade deste contexto. A sociedade não pode assumir a passividade neste eixo comportando-se apenas como o ponto final deste processo”.

Segundo o CRM, a participação efetiva da sociedade pode mudar a forma como enfrentamos esta pandemia, que traz o problema de saúde específico e também impõem uma dura realidade emocional e econômica.

Para o CRM, o comportamento social pode ajudar a definir as políticas de saúde e melhorar a logística, freando assim o processo, evitando que muitas pessoas possam adoecer ao mesmo tempo. Isto pode trazer um impacto diferente na ponta do atendimento.

“É ai que a sociedade entra em ação, evitando aglomerações, festas, reuniões sociais. Essas medidas de isolamento social não dependem de política, governos ou autoridades”.

A sociedade deve ter a consciência que a flexibilização comercial não é flexibilização social. Por mais que os estabelecimentos comerciais estejam dentro da normativa, o comportamento social não está de acordo.

“Por fim, precisamos assumir as rédeas do processo e fazer parte do enfrentamento do coronavírus enquanto sociedade, e junto com as autoridades sanitárias. Enquanto sociedade, façamos nossa parte”.

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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