qui. abr 2nd, 2020

Ganha força no país adiamento das eleições para vereadores e prefeitos

Ministro da Saúde e senador defendem adiamento das eleições municipais e prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu neste domingo (22) que as eleições municipais deste ano sejam adiadas para que ações “políticas” não prejudiquem as medidas que estão sendo adotadas para o enfrentamento da epidemia de coronavírus.

Em teleconferência com prefeitos de capitais, ele também informou que está sendo estudada a possibilidade de antecipar a formatura de estudantes de medicina para permitir que eles ajudem no tratamento aos doentes durante a crise.

O processo eleitoral já está em pleno andamento nos cerca de 5 mil municípios que compõem o país, desde os primeiros dias do mês de março deste ano, os pré-candidatos aos cargos de vereadores e prefeitos estão se movimentando, alguns aproveitando a abertura da “janela partidária” autorizada pela justiça eleitoral, que permite a troca de partidos por aqueles que foram eleitos numa sigla e desejam a mudança partidária, o prazo se encerra nos primeiros dias do mês de abril deste anto.

Eu faço até uma sugestão para você discutirem. Está na hora de olhar e falar assim: ´ó, adia, faz um mandato tampão desses vereadores, desses prefeitos´. Eleição no meio do ano é uma tragédia, vai todo mundo querer fazer ação política”, disse Mandetta.

O ministro deu a declaração em meio a conversa com o prefeito de Belém (PA), Zenaldo Coutinho, que reclamou da dificuldade de contato com a secretaria estadual de Saúde do Pará.

Há uma corrente em Brasília que defende a concentração da eleição municipal, para prefeitos e vereadores, com o pleito de 2022, quando os eleitores irão às urnas para escolher deputados, senadores, governador e presidente. 

A pandemia do novo coronavírus tem deixado dúvidas sobre os impactos sociais e econômicos, principalmente nos cofres públicos. Devido às restrições impostas para evitar o contágio, a eleição suplementar ao Senado que estava agendada para o dia 26 de abril em Mato Grosso foi suspensa até que a situação seja controlada. 

Vereadores de Santo Antônio que poderão ter o mandato prorrogado

O professor e analista João Edisom que atua em Mato Grosso, defende a concentração das eleições municipais e gerais, e também a suplementar, para evitar gastos do dinheiro público.

A gente vai sair muito desfocado disso, a crise na saúde vai ser muito séria, mas a crise econômica será mais seria ainda, as duas crises juntas trazem uma crise política e nós não teremos dinheiro para fazer eleição de rodo, igual a gente tem feito, brincando de fazer eleição suplementar, gastando dinheiro público à granel”, frisou.

“Então, é possível, dependo de como a gente vai sair, simplificar e jogar a eleição para 2022 ou 2021. Pode acontecer de tudo. Quem vai determinar o futuro é a pandemia”, complementou.

Em Brasília-DF, em entrevista à agência Senado, o senador Major Olímpio (PSL-SP) disse que enviou um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo o adiamento das eleições municipais de 2020. Ele acredita que a economia esperada, caso a medida seja implementada, é de R$ 1,5 milhão.

Fonte: Notícias da Baixada

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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