seg. fev 17th, 2020

Descaso! Colniza está infestada de caramujos africanos; KD o setor de endemias?

O município de Colniza, localizado a aproximadamente 1065 KM da capital Cuiabá, vive um verdadeiro descaso em tudo, e para piorar, a cidade está infestada por caramujos africanos.

O caramujo-gigante-africano, Achatina fulica, é um molusco oriundo da África. Ele também é chamado de acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano ou rainha-da-África.

Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.

Riscos à saúde:

Existe a possibilidade do caramujo africano participar da transmissão da: Angiostrongilose abdominal, que é uma doença causada por verme que parasita o intestino de homens e de animais silvestres é transmitida através do muco e das fezes do caramujo. A doença é grave e pode levar a morte. Angiostrongilose meningoencefálica humana ou meningite eosinofílica, causada por um verme, esta doença pode levar a várias complicações neurológicas.

Não existe em Colniza nenhum mutirão para combater esse caramujo, isso deixa a população indignada com tanto descaso com a saúde pública.

Quanto ao controle desse molusco, indica-se a catação manual dos indivíduos e de seus ovos, colocando-os em dois sacos plásticos, com a posterior quebra de suas conchas antes de eliminá-los. Isso porque tais estruturas podem acumular água, sendo um criadouro em potencial para os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplicação de cal virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em local longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT

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