Ex-morador de Colniza(MT) matou professor em Rondônia

RO – Assassino do professor Clériston conta motivação do crime a Polícia

O delegado, responsável pela Delegacia de Polícia Civil, de Espigão do Oeste, concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 03 de julho, sobre o homicídio ocorrido no Distrito Boa Vista do Pacarana, que culminou na morte do professor Clériston Roberto da Silva.

O autor foi preso após operação conjunta, entre núcleo de inteligência da Polícia Militar e do serviço de investigação e capturas da Polícia Civil (SEVIC). O criminoso estava escondido em uma barraca de lona na mata, 50 km do povoado, com apoio de indígenas para localizar o paradeiro do assassino.

De acordo com o delegado, o assassino disse aos policiais, no momento da prisão, que se chamava João Vitor, mesmo nome usado por ele no Distrito. Porém, após ser conduzido a UNISP, foi constatado que seu verdadeiro nome é Elias Ribeiro Reis.

Elias Ribeiro Reis, conhecido como João Vitor, assassino confesso de Clériston Roberto da Silva

O acusado, sobre o uso de nome falso, teria afirmado ter um entrevero na cidade de Colniza-MT, onde vivia. Para iniciar uma nova vida e não ser associado aos problemas daquela localidade, fazia o uso de nome falso. O homicida teria revelado ainda, que respondeu por crime de sequestro contra uma filha, e que teria sido absolvido.

Inicialmente não se tem informações sobre outros crimes cometidos por Elias. A polícia irá oficiar a delegacia de Colniza para verificar a situação do acusado, buscando informações acerca de outros possíveis crimes ou processos em aberto em seu desfavor.

Quando interrogado sobre a motivação que teria levado a cometer o crime, Elias disse que foi até a residência de Clériston, onde ingeriram bebidas alcoólicas. Iniciaram uma discussão em decorrência de uma suposta prática de relação sexual, e, em razão da desavença teria desferido três golpes de faca na vítima, culminando na sua morte. Não foi informado se os dois mantinham uma relação homoafetiva, ou que tenha sido apenas uma relação casual.

Com posse das informações foi instaurado um inquérito policial, já havendo um pedido de prisão temporária. O acusado encontra-se preso, a disposição da justiça. Os laudos periciais serão anexados ao inquérito, onde darão continuidade e o norteamento das investigações.

A pena prevista para o crime, caso seja condenado por motivo torpe, será mínima de 12 anos, chegando a máxima a 30 anos de prisão.

  • Texto: Edson Saibel Ullig | DRT: 1786/RO
  • Fonte: Sabino Sonorização

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT, em 21/08/2014, conforme processo nº 46210.001548/2014-14

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