MPF/MT apura supostas doações laranjas a candidatos do PSL

Investigação tem o objetivo de apurar os fatos que envolvem as contas e o funcionamento do diretório estadual do PSL no estado.

A Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, órgão vinculado ao Ministério Público Federal (MPF), abriu nesta quinta-feira (27) uma investigação para apurar o suposto uso de doadores “laranjas” em favor de candidatos do PSL em Mato Grosso.

De acordo com o MPF, o procedimento tem o objetivo de apurar os fatos que envolvem as contas e o funcionamento do diretório estadual do PSL no estado.

Outra investigação semelhante está sendo feita pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para apurar as doações de laranjas naquele estado.

Conforme reportagem exibida no Jornal Nacional nessa quarta-feira (26), quatro candidatos do PSL que disputaram as eleições de 2018, sendo três no Rio de Janeiro e um em Mato Grosso, utilizaram laranjas para simular doações de dinheiro e prestação de serviços para movimentar recursos de origem desconhecida em suas campanhas.

Foram encontradas irregularidades nas campanhas de Emílio Populo (PSL-MT), suplente de deputado estadual em Mato Grosso, que usou como nome de urna Doutor Emílio Viação Juína; Raquel Stasiaki, deputada federal suplente no Rio de Janeiro; Marcelo Do Seu Dino, deputado estadual no RJ e de Clébio Lopes Pereira “Jacaré”, deputado federal no RJ.

Uma doação recebida por Emílio Populo teria sido feita por Waldeeny de Moura Pereira, segundo consta na prestação de contas do candidato. No entanto, Waldeney nega qualquer doação. “Não dei um centavo. Eu não tenho nem pra mim, meu amigo”, disse Waldeeny. “Eu estou tranquilo. No dia que a Justiça me chamar, eu estou pronto pra falar a verdade”, declarou à reportagem.

O deputado federal Nelson Barbudo, presidente do diretório do PSL em Mato Grosso, afirmou ao G1 que, quando o partido tiver conhecimento, deve decidir a medida a ser tomada. “Esse é um problema particular do candidato, mas se tiver alguma notificação a assessoria jurídica do nosso partido vai se manifestar Também quero conversar com o Emílio. Não vamos tomar nenhuma medida e condená-lo aleatoriamente”, disse.

Presidente do partido à época da eleição, o ex-deputado federal Vitório Galli não atendeu as ligações da reportagem.

O G1 também tentou contato com o ex-candidato, mas o telefone estava desligado.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT, em 21/08/2014, conforme processo nº 46210.001548/2014-14

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