ALMT é invadida por servidores que não aceitam projetos de extinção de empresas e demissões

Os servidores chegaram na Assembleia Legislativa de surpresa, até assustando servidores da casa

A Assembleia Legislativa foi invadida no início da tarde desta terça-feira por servidores públicos estaduais, que não aceitam a votação, por parte dos deputados, dos projetos enviados pelo governador Mauro Mendes (DEM) na semana passada. Tanto o plenário quanto as galerias estão lotadas e o funcionalismo público diz não vai deixar o local enquanto os projetos não forem retirados da votação. Policiais Militares já estão do lado de fora do Casa de Leis, com bombas de gás de pimenta e cassetetes prontos para invadir o local.

Os servidores chegaram na Assembleia Legislativa de surpresa, até assustando servidores da casa e afirmando que vão lutar até o fim contra os projetos considerados impopulares apresentados por Mauro Mendes. Ele contam com o apoio de parlamentares de oposição ao governo.

Liderados pelo Fórum Sindical, os funcionários públicos avisam que são contra a extinção das empresas públicas, demissões em massa e que não abrem mão do direito de receberem aumentos salariais, o décimo terceiro salário atrasados e que exigem o pagamento de salários em dia. Reclamam ainda que o governo ao invés de mirar sua metralhadora contra os servidores deveria mirar nos incentivos fiscais que beneficiam empresas que não pagam impostos e ainda entram em concordata.

Dirigentes do Fórum Sindical informaram que o plenário da Assembleia Legislativa (ALMT) só será desocupado após os projetos impopulares oferecidos pelo governador Mauro Mendes saírem de pauta. Segundo eles, mais de 500 servidores estão dentro da Assembleia.

O Fórum Sindical salienta que aceita discutir os projetos do novo governo, mas lembra que é preciso uma discussão mais ampla e democrática, mas não com a atual legislatura, onde 14 deputados não foram reeleitos, mas sim com a nova legislatura, a partir de primeiro de fevereiro. Enfatizam que o atual parlamento não tem credibilidade para votar nenhum projeto, uma vez que está nos últimos dias de ação e deveriam estar em recesso.

A deputada Janaina Riva (MDB) vem articulando conversas com os servidores e foi ao plenário conversar com os servidores, salientando que a ocupação é pacífica e foi a única forma encontrada diante de portas fechadas para a negociação. “Os servidores querem ser tratados com respeito e consideração”.

“A princípio, o desejo é de votar as mensagens todas hoje. Algumas não cabem ser votadas porque ainda cabem vistas, mas as ordinárias devem ser votadas hoje, com algumas exceções, como o Fethab que sofreu alterações”, explicou a parlamentar.

Parlamentares que ocuparão as cadeiras da ALMT em fevereiro também estão presentes na ocupação, como Lúdio Cabral (PT), que também é servidor de carreira da saúde pública do Estado. Em discurso aos colegas de categoria, ele defendeu a legitimidade do protesto.

“A ocupação da Assembleia é legítima porque ela é um instrumento de ressonância, por meio do qual a voz da população precisa se fazer ouvida diante de governantes e de deputados que fazem de conta que não está acontecendo nada”, afirmou.

Fonte: 24 horas news

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT, em 21/08/2014, conforme processo nº 46210.001548/2014-14

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