Mato Grosso – Crise financeira atinge serviços de segurança e socorro médico

Viaturas são retiradas de circulação por falta de pagamentos às empresas prestadoras de serviço.

A crise financeira que Mato Grosso enfrenta tem ocasionado prejuízos na prestação de serviços, entre eles, segurança pública, segundo União dos Conselhos de Segurança do Estado. Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também alegam que o serviço tem sido prejudicado pela falta de ambulâncias, insumos e pagamentos.

De acordo com Alexandre Gando, médico do Samu, a situação do socorro médico na capital e em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, é alarmante.

“Estamos com viaturas antigas. As novas vão para a revisão e demoram um período longo para retornar. São viaturas sem ar condicionado, viaturas com pneus carecas e, além disso, nas últimas semanas, tem faltado combustível, em razão do prazo de validade o cartão de abastecimento”, disse.

O médico declarou ainda que faltam insumos para atender os pacientes.

“Falta infraestrutura, faltam insumos básicos. Muitas vezes não temos nem luvas ou tamanhos inadequados de luvas. Falta material para entubação e medicamentos que estão com prazo de validade vencido, não foram repostos, teoricamente por falta de repasse, ou por falta de compra”, revelou.

Segundo ele, quem sofre é a população que fica refém de um atendimento deficiente.

“Os pacientes podem estar numa situação de acidente, com dor e, mesmo assim, ficar 1 hora aguardando, 2 horas, ou até mais, para serem removidos. Muitas vezes, essa remoção é feita por conta própria, contrariando o protocolo e a responsabilidade dos médicos”, declarou.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que até o mês de agosto, do ano passado, foram liquidados todos os débitos com a empresa Universal Med, que prestava serviços ao Samu.

Informou ainda que a frota do Samu foi 100% renovada em 2018. Em maio, foram incorporadas 8 novas ambulâncias. Para Cuiabá foram entregues seis ambulâncias e três para Várzea Grande.

Viaturas dos órgãos de segurança estão paradas — Foto: TVCA/Reprodução

Viaturas dos órgãos de segurança estão paradas — Foto: TVCA/Reprodução

Com relação às viaturas dos órgãos de segurança, mais de 25% dos veículos não estão funcionando por falta dos pagamentos às locadoras.

O presidente da União dos Conselhos de Segurança de Mato Grosso, Danilo Moraes, explicou que a falta de viaturas para a segurança pública se deve à falta de repasses do governo estadual, o que ocasiona demora no atendimento das ocorrências.

Segundo ele, mais de 250 viaturas estão paradas até que o governo do estado se posicione sobre o repasse do dinheiro.

A empresa que fornece os veículos se recusou a assinar uma prorrogação de emergência, porque também não recebeu o repasse do dinheiro.

“As viaturas que ainda estão no interior, estão sendo mantidas pela comunidade e até mesmo pelos próprios policiais, porque se vir para Cuiabá, ela não irá retornar”, avaliou Danilo.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), afirmou que o repasse não está sendo feito por falta de dinheiro no estado e a dívida do estado é de R$ 4 bilhões com os fornecedores.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator na Empresa O Pantanal OnLine, sob o número 0002048/MT, em 21/08/2014, conforme processo nº 46210.001548/2014-14

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