Bomba Colniza(MT) – Riva acusa invasores da “Magali” de serem ‘picaretas’ e ‘fugitivos da polícia’

Riva acusa invasores de serem ‘picaretas’ e ‘fugitivos da polícia’ 

O ex-deputado estadual e madeireiro José Riva acusa o grupo de cerca de 200 pessoas que estão acampadas na Fazenda Bauru, de propriedade da Floresta Viva Exploração de Madeira e Terraplanagem, de ser composto por “presidente de associação picareta” e “nego condenado fugitivo da Polícia” que invadem o local para roubar madeira e vender a preço mais baixo para outros madeireiros.

“Ainda não se consolidou a invasão porque eles estão lá tentando entrar, mas a segurança armada está tentando evitar”, informou Riva, nesta quarta-feira (31).

Conforme noticiou o   na terça-feira (30), o Ministério Público Estadual (MPE) notificou o Estado sobre o risco de conflito armado na fazenda, que fica em Colniza (1,042 km de Cuiabá), cidade com histórico de violência por disputa de terra. Segundo o MP, os invasores estariam armados, mas Sidney Martins de Souza, que se apresenta como presidente da Associação Gleba União, nega.

“Tem comentários de que nós ‘tá tudo armado’ e ninguém tem arma lá. Nós tá em mais de 200 homens, mas tudo na paz, sem nada. Lá só tem facão, não tem uma espingarda”, afirma.

Sidney também conta que o grupo é composto por homens e mulheres, muitos que já haviam tentado ocupar a terra no ano passado, porém, foram retirados e tiveram suas casas derrubadas. “Tem muita gente que não tem condições de comprar, muita gente gastou lá dentro”, relata. O representante do grupo também conta que um advogado veio até Cuiabá para tomar conhecimento da documentação da terra e descobriu que ela não pertence a José Riva, que não teria documentação da posse do local.

O   entrou em contato com o advogado que estaria representando o grupo, mas ele negou estar atuando no caso, por questões de foro íntimo. Informou ainda que outro advogado do escritório em que trabalha teve a procuração revogada e, no momento, o grupo estaria sem defesa jurídica.

Por sua vez, Riva afirma que a empresa de sua família, Floresta Viva, chegou a ser multada em R$ 3,2 milhões por conta do desmatamento gerado na última invasão da terra. Ele explica que sempre que ocorre invasão, a empresa notifica a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Na última vez que entraram, deixaram um estrago”, reclama.

Enquanto isso, a situação aponta para um agravamento. Sidney Martins relata que na noite do último dia 22, os seguranças da fazenda efetuaram disparos para o alto, na intenção de intimar os invasores. “Noite retrasada deram tiros pro alto pra assustar o povo. Tarde da noite, eles ‘começou’ a dar tiro pra cima, longe do nosso acampamento, foi uns 4 ou 5 tiros […] Nós queremos é paz, não queremos briga com ninguém”, afirma.

Com as informações Gazeta Digital

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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