Delegado e investigadores serão remanejados de Colniza após liberdade;

Com o afastamento de Pick e dos investigadores, a delegacia de Colniza agora conta com o suporte de policiais do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) lotados em Juína e com a atuação do delegado de Aripuanã, Alexandre da Silva Nazareth, que responderá pelos dois municípios.

A Diretoria da Polícia Civil ainda não definiu uma unidade para remanejar o delegado Edison Ricardo Pick e os investigadores Ricardo Sanches e Woshigton Kester Vieira, acusados de tortura contra pelo menos 3 vítimas em Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá). Enquanto as investigações sobre o caso e a instrução processual estiverem em andamento eles deverão permanecer afastados da delegacia de Colniza.

Eles foram presos na Operação Cruciatus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no dia 16 deste mês, mas ganharam liberdade 3 dias depois, por força de habeas corpus concedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após a prisão em Colniza os policiais foram encaminhados para o Centro de Custódia da Capital (CCC), mas já deixaram a unidade prisional.

Com o afastamento de Pick e dos investigadores, a delegacia de Colniza agora conta com o suporte de policiais do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) lotados em Juína e com a atuação do delegado de Aripuanã, Alexandre da Silva Nazareth, que responderá pelos dois municípios. Dois novos investigadores também serão lotados em breve na unidade policial, segundo a assessoria.

A notificação da transferência foi recebida na sexta-feira (19) após o trio conseguir a liminar em habeas corpus revogando a prisão preventiva. “O novo polo de lotação será discutido e apreciado pelo Conselho Superior de Polícia nesta semana”, informou a assessoria da Polícia Civil

A investigação do Ministério Público Estadual (MPE) aponta que Pick e os dois investigadores estão relacionados a detenção de pelo menos 3 presos, entre janeiro e maio deste ano, sendo um deles um adolescente que teria sido torturado após ser detido pelo crime de tráfico de drogas.

Palco de casos polêmicos, Colniza contava com o serviço de apenas 3 policiais civis para atender as demandas do município, conforme fontes

Entre as investigações recentes instauradas em Colniza e ainda em andamento, está o assassinato da adolescente Késia Letícia França da Silva, 14, que ficou desaparecida por 10 dias até seu corpo ser encontrado enterrado numa cova rasa em um lixão de Colniza no dia 18 de setembro, deste ano.

Após a localização do cadáver, o suspeito Rodrigo José Grasse, 32, foi preso acusado de ter matado e enterrado o corpo da menor. No entanto, as investigações ainda apontam a participação de um mandante no crime.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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