Prefeitura usa dinheiro da folha para pagar dívidas e servidores estão sem receber há dois meses em MT

Prefeito de Santo Antônio de Leverger disse que precisava pagar dívidas de R$ 1 milhão para tirar o município da inadimplência. Servidores dizem que estão fazendo ‘bicos’ para sobreviver.

Servidores municipais de Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, estão sem receber salários há dois meses. O prefeito do município, Valdir Castro Filho (PSD), disse que usou o dinheiro da folha de pessoal para pagar dívidas que totalizam R$ 1 milhão.

Segundo ele, o corte de salários foi necessário porque a administração precisava pagar dívidas para limpar o nome do município que estava inadimplente.

“Precisamos que o município esteja em dia com vários impostos para que possamos obter recursos do governo federal e de convênios”, afirmou.

Ele afirmou que vai organizar a folha de pagamento a partir deste mês e que até a semana que vem os servidores vão receber os salários.

Em julho, a folha de pagamento dos servidores públicos somou pouco mais de R$ 2 milhões, em agosto, cerca de R$ 1,7 milhão.

A administração pública é a maior empregadora do município e, em razão disso, o crédito dos servidores no comércio ficou prejudicado.
Vivendo de ‘bicos’

Três funcionários públicos, que pediram para não ter os nomes divulgados, afirmaram que este é o segundo mês que eles não recebem.

Para manter a família, alguns estão tendo que fazer trabalhos extras. Outros estão tendo que emprestar dinheiro de familiares para pagar as contas.

Uma das servidoras alega que tenta fazer um planejamento financeiro para não acumular dívidas, mas que, nem isso está conseguindo fazer, pois não recebe e assim, não tem como pagar as contas.
Convênios suspensos

De acordo com presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Santo Antônio de Leverger, Guilherme Rodrigues, alguns convênios, como os com supermercados e farmácias, por falta de pagamento.
“O sindicato também enfrenta uma situação complicada por falta de repasses e, por isso, todos os convênios que tínhamos foram suspensos”, disse.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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