Vereadores são alvos de operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas

A Polícia Civil está cumprindo 26 mandados de prisão temporária e 33 de busca e apreensão. Desvios de dinheiro teriam sido feitos para financiar campanha eleitoral.

A Polícia Civil cumpre, na manhã desta sexta-feira (3), mandados de prisão contra três vereadores de Palmas. São eles: o presidente da Câmara Municipal José do Lago Folha (PSD), Major Negreiros (PSB) e Rogério Freitas (PMDB). Os políticos são alvos da 2ª fase da operação Jogo Limpo, que investiga um desvio milionário da Prefeitura de Palmas. Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão.

O G1 busca contato com a defesa dos parlamentares, a Câmara Municipal e a Prefeitura de Palmas.
Segundo as informações, teriam sido desviados R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital.

Segundo a polícia, os mandados de prisão são contra empresários, servidores públicos e políticos. As prisões e buscas estão sendo realizadas em Palmas, Goiânia, Fortaleza do Tabocão e Aparecida do Rio Negro. Equipes também estão na Câmara Municipal de Palmas nesta manhã para fazer buscas.

As investigações apontam que o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais em 2014. A verba seria destinada para projetos sociais e de incentivo ao esporte.

Segundo a Polícia Civil, empresas fantasmas emitiam notas fiscais frias para justificar despesas e serviços não realizados na prestação de contas dos convênios, sendo que os valores recebidos eram desviados para servidores públicos, presidentes de entidades, empresários e agentes políticos.

A A operação é feita pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública e conta com o apoio de 40 delegados e mais de 110 policiais civis.
Operação Jogo Limpo

A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro. O crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e Organizações Não Governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.

Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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