‘Neymar Challenge’ ganha o planeta e se transforma em mania

Brincadeira envolvendo o nosso maior craque vira febre

Neymar sonhava em conquistar a Copa e ser coroado como melhor do mundo, mas terminou a competição sentado em outro trono: o de rei das simulações. Se a nomeação para o cargo é justa ou não, isso pouco importa para quem tem deitado e rolado em cima do infortúnio do camisa 10 de Tite. A brincadeira de imitar o jogador já tem até nome. O ‘Neymar Challenge’ (desafio do Neymar) virou mania, atravessou o Atlântico e chegou aos estádios no México.

A brincadeira é simples: no intervalo dos jogos, torcedores apostam corrida rolando do meio-campo até uma das áreas. Se contra os mexicanos Neymar fez boa partida, também ficou marcado pela reação aparentemente exagerada a agressão recebida fora de campo, quando, no chão, foi pisado por Layún. Após a partida, o craque brasileiro disse que os mexicanos falaram demais e foram para casa.

Torcedores belgas também tiraram sarro de Neymar. A melodia de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, era cantarolada à base do “ai, ai”, e o nome do jogador, que substituía o do país na letra, dava o sinal para que todos se jogassem no chão e simulassem gemidos de dor.

Em festa junina, no Rio, o astro virou folclore. Durante a quadrilha, após os tradicionais alertas, imediatamente desmentidos, de “olha a chuva” e “olha a cobra”, chegou o momento de anunciar que Neymar estaria chegando. Desta vez, porém, em vez de a mudança de direção tradicional nesses momentos da dança, todos se jogaram no chão.

A chacota com Neymar se espalhou pelo mundo, chegou à França, onde Neymar joga atualmente, e já arrancou risadas em países com pouca tradição no futebol, como Tailândia, Panamá e África do Sul.

A implicância com Neymar começou logo na estreia do Brasil na Copa. No empate em 1 a 1 com a Suíça, o atacante sofreu dez faltas. Mesmo caçado em campo, foi acusado de exagerar nas reações.

Na segunda rodada, diante da Costa Rica, Neymar caiu na área, e o pênalti foi marcado. O árbitro holandês Bjorn Kuipers, no entanto, voltou atrás da decisão após consulta ao VAR. A atuação do camisa 10 no lance teria motivado a mudança de opinião do juiz. Neymar melhorou a postura nos três jogos seguintes, mas a fama já estava feita.

 

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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