Procuradoria da ALMT se manifesta favorável à soltura de deputado sobrepondo decisão judicial

Mauro Savi (PSB) foi preso após decisão do TJ, que impede os deputados de revogarem a prisão dele. Ele foi preso na quarta-feira (9) durante a Operação Bônus.

A Procuradoria da Assembleia Legistiva de Mato Grosso (ALMT) emitiu, nesta sexta-feira (11), parecerer favorável para que a soltura do deputado Mauro Savi (PSB), preso durante a Operação Bônus, seja submetida aos votos do parlamentares.

Savi foi preso na quarta-feira (9) e é suspeito de participação num esquema de fraudes e desvio no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).

O deputado é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) como sendo um dos chefes do esquema.

O parlmanetar passou por audiência de custódia, teve a prisão mantida e foi levado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Além dele, foram presos foram presos Paulo e Pedro Jorge Taques, primos do governador Pedro Taques (PSDB), e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’, e José Kobori.

Por outro lado, a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que mandou prendê-lo, diz que o órgão não poderá votar e revogar a prisão de Savi.
Em outubro de, a ALMT votou e revogou a prisão do deputado Gilmar Fabris (PSD), preso na Operação Malebolge. À época, o deputados estaduais tiveram como base a votação do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O presidente da ALMT, Eduardo Botelho, que está em viagem, informou que ainda não teve acesso ao documento expedido pela Procuradoria da Assembleia. Ele afirmou ainda que os parlamentares só devem avaliar a possibilidade na semana que vem, quando ele retornar.

O MPE e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso informaram que não vão se manifestar com relação ao parecer da Procuradoria da ALMT.

Operação Bônus

A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

A primeira fase da Operação Bereré aconteceu em fevereiro deste anoe investigava um esquema que desviou dinheiro do Detran, com o apoio de políticos, por meio de empresas de fachada.

Em nota, o governo diz que o contrato com a empresa EIG Mercados Ltda (antiga FDL), por meio da qual teriam sido desviados recursos públicos do Detran, foi rompido após a primeira fase da operação, em fevereiro, e que “tomou todas as medidas administrativas necessárias para evitar prejuízo ao erário”.

 

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

You May Also Like

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *