Uso de narguilé é proibido por lei em locais públicos de Chapada dos Guimarães (MT)

Lei orienta moradores a denunciarem uso de narguilé em locais públicos da cidade. Lei foi sancionada pela prefeita Thelma de Oliveira (PMDB).

O uso de narguilé – dispositivo que mistura fumaça a vapor fazendo-a passar por um frasco de água– foi proibido por lei em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. A Lei nº 1.761 foi publicada no Diário dos Municípios de Mato Grosso no dia 18 de abril.

O vereador de Chapada dos Guimarães, Benedito Edmilson de Freitas Filho (PMDB), conhecido como Bozó, é o autor da lei, já sancionada pela prefeita Thelma Pimentel Figueiredo de Oliveira (PMDB).
De acordo com a publicação, fica proibido o uso em local público de qualquer tipo de narguilé ou acessório para fumar essências ou tabaco.

A lei também diz que ‘cabe a todo cidadão que tomando conhecimento ou presenciando o uso’ deverá acionar a autoridade competente para as medidas que a lei do antitabagismo determina’.
A publicação também prevê a realização de campanhas educativas ao tabagismo em todas as suas modalidades.

Fumo do narguilé

Segundo o Ministério da Saúde, o fumo do narguilé pode provocar câncer de pulmão, boca e bexiga, estreitamento das artérias e doenças respiratórias. Uma hora de uso do narguilé equivale a tragar cem cigarros, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O equipamento chega a durar em média de 20 a 80 minutos e é utilizado sobretudo por jovens entre 18 e 29 anos, que correspondem a 63%. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) aponta que, em 2015, 212 mil brasileiros usavam o narguilé.

Uma das explicações levantadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para essa popularização é que o cachimbo é compartilhado entre várias pessoas, por isso o consumo acontece principalmente em ocasiões de convívio social.

Essa prática também representa um risco de infecções aos usuários, já que todos usam o mesmo bucal, como herpes, hepatite C e tuberculose.

Como é derivado do tabaco, contém nicotina e 4.700 substâncias tóxicas também encontradas no cigarro convencional. Depois de uma sessão de 45 minutos de narguilé, a concentração de nicotina, monóxido de carbono e os batimentos cardíacos aumentam, assim como há a maior exposição a metais pesados, altamente tóxicos e difíceis de serem eliminados, como o cádmio.

Esses fatores podem provocar a intoxicação dos fumantes e reduz a oxigenação do cérebro. Desse modo, a coordenação motora dos usuários fica comprometida, além de provocar tonturas, fadiga e sonolência, e eleva o risco de acidentes de trânsito, por exemplo.

Jornalista Renato Pantanal

Jornalista e redator

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