Jornalista R. Pantanal 7 de dezembro de 2017

Policiais comemoram prisão de Rogério 157 com selfies

RIO – Fotos que começaram a circular entre grupos de Whatsapp nesta quarta-feira mostram diferentes policiais fazendo selfies com o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio. Nas imagens, o bandido preso aparece algemado e não se preocupa em esconder o rosto. A seu lado, vários agentes de segurança, armados e uniformizados, sorriem e fazem o sinal de “V” da vitória com as mãos.

Em entrevista na Cidade da Polícia, o delegado titular da Gabriel Ferrando, da 12ª DP (Copacabana), afirmou que não aprovou o que chamou de excessos dos policiais que fizeram as selfies ao comemorar a prisão:

— Reprovo, não acho certo. Mas os excessos serão corrigidos na Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol). Os policiais estavam numa adrenalina. Eles vão responder na Corregedoria.

Pivô de uma disputa sangrenta pelo controle do tráfico na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, Rogério 157 era um dos bandidos mais procurados do Rio — o Disque-Denúncia (21 2253-1177) oferecia uma recompensa de R$ 50 mil por pistas que levassem à sua prisão — e foi localizado na manhã desta quarta-feira, durante a operação das forças de segurança em comunidades da Zona Norte da capital.

Em uma das fotos, Rogério aparece com as mãos algemadas, mas sorrindo ao lado da policial.

O bandido estava na Favela do Arará, em Benfica, e foi levado para Cidade da Policia. No momento da prisão, Rogério estava vestido com uma camiseta preta com a frase “wild spirit”, espírito selvagem.

Após a notícia da captura do traficante, moradores da Rocinha usaram as redes sociais para relatar um tiroteio na favela. Segundo informações, há disparos na região do Valão. Rogério era chefe do tráfico na comunidade e, após deixar a facção Amigo dos Amigos (ADA) e se aliar ao Comando Vermelho (CV), conseguiu tomar a parte alta da Rocinha. Ainda de acordo com moradores, o tiroteio seria entre as quadrilhas rivais. A polícia ainda não se pronunciou sobre a situação.

— O nosso medo é de que a guerra volte. Na hora que a prisão dele foi divulgada, houve uma saraivada de tiros. Achamos que foi comemoração dos rivais dele. Depois, começou o tiroteio — contou um morador que pediu para não ser identificado.

 

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