Jornalista R. Pantanal 26 de novembro de 2017

Juiz desmembra processo da chacina de Colniza contra suposto executor

O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da Vara Única de Colzina, determinou o desmembramento do processo contra Ronaldo Dalmoneck, o “Sula”, acusado de atuar como um dos cinco executores na chacina ocorrida no dia 19 de abril.

Com a decisão, Sula não participará da audiência de instrução marcada para a próxima segunda-feira, 27 de novembro. O desmembramento foi determinado visto que o réu segue foragido e não constituiu advogado. Os prazos processuais seguem suspensos.

Durante a audiência, que será realizada no Tribunal do Júri do Fórum de Colniza, serão ouvidas as testemunhas, os peritos prestarão esclarecimentos que se fizerem necessários e ao final os réus serão interrogados.

Em primeiro lugar será ouvido o rol de testemunhas que conta com 11 pessoas. Woshigton Kester Vieira, Ricardo Sanches, Robenilson Ferreira Barros, Hélio Alves Cardoso, Osmar Antunes, Darlan Silva de Oliveira, Marduqueu dos Santos Mateus, Elias Patrício Pereira, Elianei Gomes da Rocha, Heliovan Gomes da Rocha, Jacir Antunes.

O caso

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) denunciou, por homicídio triplamente qualificado (mediante paga, tortura e emboscada), cinco acusados de participar da chacina que resultou na morte de nove pessoas, no dia 19 de abril deste ano, na Linha 15, na localidade de Taquaruçu do Norte, no município de Colniza (1.114 km de Cuiabá).

Foram denunciados Valdelir João de Souza (conhecido como “Polaco Marceneiro” e apontado como o mandante), Pedro Ramos Nogueira (vulgo “Doca”), Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck (o “Sula”) e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”).

Conforme a denúncia, os cinco integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.

O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km – praticamente toda a extensão da Linha 15 – onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.

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