Jornalista R. Pantanal 9 de novembro de 2017

Fotos do caderno de instrução das provas e do caderno de respostas circularam pelo WhatsApp e pelas redes sociais. Envelopes foram recolhidos para perícia.

A Polícia Civil de Mato Grosso anunciou a suspensão por 60 dias do concurso público para a contratação de delegado, após a suspeita de violação dos lacres de envelopes que continham as provas. Fotos tiradas do caderno de instruções e da folha de resposta da prova circularam pelo WhatsApp e pelas redes sociais, gerando polêmica. O concurso foi aplicado em outubro deste ano.

Em nota, a Polícia Civil informou que o concurso deve ficar suspenso até a conclusão do inquérito policial, de responsabilidade da Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO). Além do inquérito policial, um inquérito do Ministério Público Estadual (MPE-MT) investiga a suposta fraude.

A decisão da suspensão foi tomada nesta quarta-feira (8) em reunião com integrantes da comissão do concurso, representantes da Polícia Civil, do Ministério Público e da empresa responsável pelo concurso.

A polícia informou ainda que, em tese, a divulgação das fotos não configuram crime, porque as imagens divulgadas não seriam das provas, mas que os candidatos podem ser desclassificados por usarem celulares ou smartphones durante a prova, o que não é permitido pelas regras do edital.
Ao todo, mais de 13 mil candidatos se inscreveram para o concurso. O salário ofertado é de R$ 19.316,49 para uma jornada de 40 horas semanais.

Suposto vazamento

Após a aplicação do concurso, a Polícia Civil informou que dois envelopes plásticos, contendo provas, foram recolhidos pela comissão responsável pelo concurso e encaminhados para perícia. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) deve analiar se houve rompimento nos envelopes.

Conforme a polícia, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), organizadora do concurso, informou que os envelopes são confeccionados em material plástico e, no momento em que são lacrados, podem ocorrer leves rugas devido à cola utilizada.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a empresa alegou que o malote de provas, que carrega os envelopes até as salas de aulas, permaneceu com o lacre de aço intacto até o momento da abertura frente aos candidatos.

Em nota, o Cebraspe já havia anunciado que os candidatos que tiraram fotos da prova e divulgaram nas redes sociais seriam eliminados.

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