Jornalista R. Pantanal 27 de outubro de 2017

Fralda feita com mandioca demora cerca de seis meses para se decompor no meio ambiente, enquanto a fralda comum, 500 anos.

Alunos do curso técnico em Meio Ambiente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) desenvolveram uma fralda biodegradável usando tubérculo como matéria-prima. A estudante Mariana Nunes explicou que a partir da mandioca é possível produzir uma fralda que deverá se decompor em até seis meses.

Diariamente, um bebê pode gastar entre seis e dez fraldas. Por ano a conta daria, aproximadamente, 3.800 unidades depositadas em lixões e aterros sanitários. Cada fralda, com a matéria-prima comercializada normalmente, demora cerca de 500 anos para se decompor no meio ambiente.

A proposta é diminuir o período de decomposição, já que cada unidade produzida a partir da mandioca demoraria apenas seis meses para se decompor na natureza.

“Nossa fralda apresenta como fonte uma matéria-prima renovável, que no caso é a mandioca. Além de ter tempo de decomposição mais rápido, vai apresentar maior frescor para o usuário”, explicou.

Segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Domingos Sávio, o estado pretende desenvolver um living lab, laboratório que integra diversos projetos de pesquisa ao mesmo tempo, para incentivar a produção de trabalhos como esse.

“São ideias que vão de robótica a PC de baixo custo. São ideias e soluções que brotam na cabeça dos jovens”, disse.
O projeto da aluna do IFMT foi exposto na 14º Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começou na terça-feira (24) e segue até esta quinta-feira (26). Segundo Sávio, cerca de 50 projetos de estudantes de escolas públicas e universidades de Mato Grosso foram apresentados durante o evento.

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